Já que os bancos responderam mesmo que os balanços contábeis de 2008 estão corretos – e que, portanto, os valores provisionados para pagar ações judiciais não passam de R$ 8,8 bilhões –, o Idec resolveu perguntar, mais uma vez, ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda como eles chegaram aos R$ 105,9 bilhões.
Sim, porque uma afirmação dessas e feita a quem foi feita (ao Supremo Tribunal Federal) precisa estar embasada na realidade. Caso contrário, é fábula, ficção. Na pior das hipóteses, é falsidade ideológica.
Em 15 de julho enviamos uma notificação aos órgãos governamentais, juntamente com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e o Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Basicamente, perguntou-se ao BC e à Fazenda:
-
Considerando que o valor alegado pelos bancos ao pagamento das ações é de R$ 105,9 bilhões, ele não deveria estar no balanço dos bancos?
-
Se o impacto dessas ações é mesmo desta gravidade, por que não se recomendou aos bancos o provisionamento desses valores, uma vez que esta discussão já tem mais de 15 anos na Justiça?
-
As instituições dispõem de estudos que apontem a abrangência e o impacto das ações civis públicas em questão?
-
Quantas ações civis públicas referentes às perdas em poupança estão em andamento ou já se encerraram?
-
As instituições podem precisar quantas pessoas já foram beneficiadas até aqui em todas essas ações?
-
Qual foi o aumento alegado de novas ações em função da prescrição do prazo para contestação judicial das perdas dos planos econômicos?
-
As instituições tem uma previsão do tempo necessário ao pagamento dessas ações civis públicas?
Aguardamos as respostas até 30 de julho. Não custa perguntar.
Em tempo: a Folha de S. Paulo, em editorial favorável aos bancos, publicado dia 18/07, fala em 700 mil ações judiciais movidas por poupadores para reaver o dinheiro da poupança. Como diz o ditado popular, “quem conta um conto aumenta um ponto”. Neste caso, o aumento foi de, pelo menos, 150 mil pontos, que é a diferença entre as “550 mil ações” até agora alardeadas pelos bancos em várias manifestações públicas pela mídia e a última conta da Folha.
Se continuar desse jeito, até o final do ano, a “sangria” dos bancos vai ultrapassar o PIB nacional e o número de ações será o triplo da população brasileira.
Fácil assim. Nove bilhões viram 105; 550 mil ações viram 700 mil.


Estou muito preocupado com a insolvencia que os bancos podem sofrer se pagarem os míseros R$ 29,0 bi que foram tirados dos poupadores. Pessoal, vejam as notícias no Estadão de hoje “Bradesco tem crescimento de 14,7% no 2º Trimestre e lucro de quase R$ 2,3 bi”. Isto é só o Bradesco e os lucros dos outros bancos. Realmente é preocupante a situação de insolvência dos bancos. Falando sério, é de estranhar que o Banco Central e Ministro da Fazenda e outros tenham caído na conversa da Consif. Se eles não tem capacidade de analisar a verdadeira situação como é que podem ocupar posição tão importante no governo. Alguma coisa nebulosa tem por trás disto e isto eles têm que explicar à sociedade, não só para poupadores.
passei um e-mail para o ombudsman(ouvidor do tablóide folha de são paulo) dizendo que iria sugerir aos 550 mil poupadores e não os 750 mil maldosamente dito naquela reportagem ,que fizéssimos algumas doações,pagamentos a eles (folha de são paulo) somente para falarem a verdade e não falarem tanta besteira.Nota-se que é tudo por dinheiro, se eles concordarem podemos lançar a campanha “FOLHA, FALE A VERDADE E NÃO NOS PREJUDIQUEM ,para tal estou enviando tanto (fica a critério do poupador)tenho certeza que o nosso dinheiro falará mais alto já que somos algo em torno 550 mil pessoas e eles como todos sabem estão precisando de dinheiro,por isso se venderam ao poder dos bancos.Tambem pudera um jornal que tem zé sarney,delfim neto como colunistas o que podemos esperar mais? Vamos esrever para o ombudsman e sugerir a ele que analise esta campanha com carinho, inclusive conversando com os prorietários do tablóide(FAMÍLIA FRIAS) sobre a questão.Repassem esta sugestão aos amigos,segue abaixo o site da folha para iniciarmos a nossa campanha caso seja de interesse de todos.
OMBUDSMAN@UOL.COM.BR
Pelo o que tenho lido, após o pesado lobby desonesto do governo e PGR, infelizmente há uma boa chance de a liminar ser concedida em favor dos bancos e as ações serem suspensas.
Como a discussão parece girar em torno do valor da dívida dos bancos, o que juridicamente é um absurdo, penso que teria que ser demonstrado o valor exato desse montante. Como fazer isso?
Existem técnicas por amostragem para se chegar à um valor próximo.
Isso poderia ser sugerido no curso da ação mediante a consulta à um determinado numero de processos em andamento.
Tenho defendido clientes desde o inicio de 2007 e posso dar como exemplo a quase impossibilidade de conseguir os extratos mesmo que judicialmente, já que a maioria dos bancos nega a existência dos documentos e os autores normalmente não tem provas da existência de contas há mais de 20 anos.
Na maioria dos casos que tenho acompanhado os extratos não são entregues ou qdo entregues referem-se à segunda quinzena, o que com certeza torna ainda menor qualquer valor apresentado pelos bancos.
O Unibanco por exemplo não forneceu até hoje um extrato sequer, tanto extrajudicial como judicialmente.
Os numeros apresentados pelos bancos são infinitamente menores do que os reais, mas tecnicamente isso precisa ser provado. Argumento por argumentos acredito que o Banco Central tem mais vantagem diante de questões que nós, pobres brasileiros honestos, desconhecemos.
Mentiras e lobies dos bancos com seu tremendo poder econômico para tentar subjulgar setores do executivo e judíciário já são costumeiras. É necessário refletir melhor sobre essas alegadas “perdas” por partes das instituições financeiras e consequentes reflexos na economia e administração. Ora! para onde iria o dinheiro pago aos poupadores?, seguramente aqueles que recebessem os expurgos não aplicariam esse dinheiro em Marte ou júpiter, muito menos na suiça ou embaixo do colchão. seguramente esse dinheiro voltaria às instituições finaceiras/bancos, seja através de depósitos, aplicaçõies, etc. Além de movimentar a economia, fomentar a construção civil e automobilística, além de outros empreendimentos geradores de emprego e crescimento para o país. Dessa forma vale perguntar porque o governo está ao lado dos bancos, quando deveria estar ao lado dos poupadores, se é que está mesmo interessado em que o país saia da crise em que se encontra.
25/07/2009
Governo faz pressão para barrar revisão da poupança
Folha de S. Paulo
Depois de uma pressão do Ministério da Fazenda e do Banco Central, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) já admitem nos bastidores que estão “sensibilizados” com o argumento do governo contrário ao pagamento das revisões da poupança.
Ministros ouvidos pela reportagem já não descartam a possibilidade de o plenário do STF conceder uma decisão provisória que paralise todas as ações no país até que o tribunal decida como deve ser calculada a correção das cadernetas existentes nos planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991).
O governo escalou um bom time para tentar fazer valer seu argumento. O ministro Guido Mantega (Fazenda) esteve pessoalmente com os ministros do STF. O mesmo fizeram o presidente do BC, Henrique Meirelles e o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli. Foi depois de toda essa movimentação que o ministro Ricardo Lewandowski decidiu levar a discussão para o plenário do STF.
Em março, o ministro negou liminar à Consif (Confederação Nacional do Sistema Financeiro), que pedia a paralisação das ações. A Justiça tem dado ganho de causa aos poupadores. As ações mais comuns estão ligadas aos planos Bresser e Verão. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) argumenta que os bancos apenas cumpriram as determinações do governo e, portanto, não há dívida com os seus clientes.
Como já comentei a imprensa brasileira é totalmente contra a população e sempre a favor de bancos. A Folha é extremamente tendenciosa a minha filha já foi assinante deste jornal e cancelou e eu faço questão de não ler este jornal que publica artigos só a favor dos bancos. Agora a IDEC deve exigir da Folha a prova de que tem 700 mil ações e não 550 mil como a IDEC vem divulgando, assim como a Consif tem que responder como chegou ao número de R$ 180 bi ou R$ 105,9 bi de devolução aos poupadores. Agora tanto a Folha como a Consif mostra que estão agindo de má fé para enganar o STF e isto a STF não deve permitir e mostrar que no Brasil ainda existe a verdadeira justiça. A Folha deve entender que os poupadores e IDEC não estão contestando a constitucionalidade do plano economico mas sim a data da aplicação do plano que foi dia 16 e não dia 1º como os bancos aplicaram este plano no dia 1º expurgando a correção de poupança dos dias 1º a 15º de fevereiro de 1989. É hora do STF mostrar que no Brasil existe a verdadeira justiça e tanto a Consif como a Folha devem-se curvar a ele.
DANDO CONTNUIDADE AO MEU E-MAIL:POIS NÃO CONDIZ COM A VERDADE ,SEJA MAIS UM ATO DE DESESPERO DOS BANCOS MAS NUNCA PODEMOS DESMERECER AS ATITUDES TOMADAS PELO INIMIGO,VAMOS FICAR MUITO ATENTOS ,POIS ACREDITO QUE TEM CAROÇO DEBAIXO DESSE ANGÚ
EM RELAÇÃO A MATÉRIA PUBLICADA NO TABLÓIDE “FOLHA DE SÃO PAULO”NO DIA 25/07 CUJO O O TÍTULO:
“STF PODE SUSPENDER PROCESSOS DOS POUPADORES”SUGIRO AO IDEC A CONVOCAÇÃO/CONVITE DE TODOS OS 39 SIGNATÁRIOS DO MANIFESTO ,DA DRA. ADA PELLEGRINI AO EX DEPUTADO WALTER BARELLI ,MAIS OS SENADORES QUE ESTÃO NOS APOIANDO NESTA CAUSA , A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL QUE RECENTEMENTE ADERIU AO NOSSO PLEITO,OS SINDICATOS,FEDERAÇÕES PARA EM MUTIRÃO FAZERMOS UMA VISITA AOS MINISTROS DO STF EM BRASILIA.DEFINITIVAMENTE NÃO PODEMOS ACREDITAR QUE O STF ESTEJA SE SENSIBILIZANDO COM O “LOBY” DOS BANCOS PELO SIMPLES FATO DE NÃO TEREM ARGUMENTOS SUFICIENTES E OS ARGUMENTOS EXISTENTES SÃO COMPROVADAMENTE FALSOS E MENTIROSOS.TALVEZ ESTA MATÉRIA MAIS UMA VEZ INFAME,POIS N
Vejam esta matéria do jornal AGORA SP.
http://www.agora.uol.com.br/grana/ult10105u600179.shtml